A emoção, o gringo e o fim.

Amanhã, quero acordar o mais cedo possível, olhar para o azul do céu e sorrir.

Quero respirar o ar que me cercar, curtir meu filho, minha família, meu café da manhã, meu churrasco, minha bebida, seja ela qual for, e acima de tudo, sorrir.

Quero lembrar do dia de amanhã com a maior ternura, com a maior força, com a maior paixão, com o maior apego aos detalhes e, sem tirar do rosto, o maior sorriso.

Quero lembrar dos mínimos detalhes, desde a hora que acordar até a hora de dormir.

Amanhã, o maior ídolo da minha geração pendurará as chuteiras. Nascí em 1985, momento em que Zico e toda sua turma ainda se encontravam em plena forma, mas devo admitir que não me lembro de nada do que possa me gabar.

Minhas primeiras memórias flamengas vem de meados da década de 90, onde eu assistia a jogos na sala de casa, naquelas poltronas reclináveis, e quase nunca conseguia ficar acordado até o fim dos jogos de meio de semana, devido a tenra idade. Me lembro de jogos na Gávea, às quartas a tarde, me lembro de jogos na Rua Bariri. Até me lembro de jogos com nosso querido capacete Junior. Mas era incapaz de entender tamanha sorte que me assistia naqueles breves momentos.

Torcí muito por Sávio, Romário, Adriano, Obina e muitos outros craques que fecharam com o certo e foram, com a devida proporção, ídolos d’O MAIS QUERIDO. Porém, nenhum deles foram como Dejan Petkovic.

Nem quero falar sobre a trajetória do sérvio, já que nas últimas duas semanas tudo se falou a respeito do craque. Não quero protestar por esse jogo tão especial na vida de milhões de flamenguistas ser um jogo de campeonato, valendo importantíssimos 3 pontos. Não quero comentar o ótimo clima vivido pelo elenco rubro-negro, que se encontra unido e feliz.

Quero simplesmente compartilhar com vocês, amigos, toda a emoção que já toma conta de mim, horas antes do jogo que marcará a despedida do Pet.

Quero contar para o meu filho, assim como todas as milhares de histórias que meu pai me contou e que depois lí relatos e relatos em livos, sites e recortes de jornais, como foi a história desse sérvio que se tornou ídolo incansável em nos dar títulos.

Amanhã, as 16 horas um filme passará em meus olhos. Momentos como o gol do TRI, o gol da Copa dos Campeões de 2001, os gols contra o Palmeiras e Atlético/MG em 2009 e muitos outros, passarão a ter seu lugar somente nos livros, já que a história se encarregou de torná-los eternos. Mas nunca sairão da memória daqueles que fizeram a festa e passaram por bons momentos de alegria com os mágicos gols do gringo.

Muito obrigado Pet, por ter feito da gávea a sua casa e da massa rubro-negra a sua nação.  Ainda bem que te teremos como nosso embaixador, pois poucos sabem tão bem nos representar com a classe, carisma e respeito que você possui.

Ainda bem que eu tive o prazer de te ver jogar.

 

SRN!!!

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